Estado, governo, sociedade
ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO SOCIAL
A sociedade no pensamento grego
O caráter social do ser humano é uma realidade que vem sendo insistentemente repetida, modificando-se apenas os matizes do aforismo (máxima ou sentença breve e conceituosa) aristotélico: “O homem que vive isolado é um deus ou uma besta” – encontra-se em condição supra-humana ou infra-humana. Algumas pessoas conseguem mais de que outras nas sociedades – mais dinheiro, mais prestigio, mais poder, mais vida, e mais de tudo aquilo que os homens valorizam. Tais desigualdades criam divisões na sociedade – divisões com respeito à idade, sexo, riqueza, poder e outros recursos. Aqueles no topo dessas divisões querem manter sua vantagem e privilegio; aqueles no nível inferior querem mais e devem viver em um estado constante de raiva e frustração. Assim, a desigualdade é uma maquina que produz tensão nas sociedades humanas. É fonte de energia por trás dos movimentos sociais, protestos, tumultos e revoluções. As sociedades podem, por um período de tempo, abafar essas forças separatistas, mas, se as severas desigualdades persistem, a tensão e o conflito pontuarão e, às vezes dominarão a vida social. ► A cidade-estado
A maior parte dos ideais políticos modernos – como, por exemplo, a justiça, a liberdade, o regime constitucional e o respeito ao direito – ou, ao menos, suas definições começaram com a reflexão dos pensadores gregos sobre as instituições da cidadeestado. A este propósito, é especialmente importante o governo de Atenas, em parte porque é o melhor conhecido, e porque foi objeto de especial preocupação para o maior dos filósofos gregos. A polis é constituída pela acrópole, parte elevada onde se situa o templo e também de onde se defende a cidade, e pela ágora, praça onde se estabelecem as trocas comerciais e na qual os cidadãos se reúnem para debater os assuntos da cidade. ► Classes sociais
A população de uma cidade-estado como Atenas (uma cifra algo superior a 300.000 habitantes) estava