Direitos Humanos
1.3.1. A África Subsariana
A degradação das condições de existência
“Continente de todos os males”, a África tem sido atormentada pela fome, pelas epidemias, por ódios étnicos, por ditaduras ferozes.
Desde sempre muito débeis, as condições de existência dos Africanos degradaram-se pela combinação de um complexo de fatores:
O crescimento acelerado da população, que abafa as pequenas melhorias na escolaridade e nos cuidados de saúde;
A deterioração do valor dos produtos africanos. O progressivo abaixamento dos preços da matérias-primas reduziu a entrada de divisas e tornou ainda mais pesada a disparidade entre as importações e as exportações;
As enormes dívidas externas dos Estados africanos.
A dificuldade em canalizar investimentos externos e a diminuição das ajudas internacionais. Os programas de ajuda diminuíram, em parte sob o pretexto de que os fundos eram desviados para a compra de armas e para as contas particulares de governantes corruptos.
Imagens chocantes de uma fome extrema não cessam de atormentar as consciências dos Ocidentais. O atraso tecnológico, a desertificação de vastas zonas agrícolas e, sobretudo, a guerra são responsáveis pela subnutrição crónica dos Africanos.
A peste chegou sobre a forma da sida, que tem devastado o continente.
À fome e à “peste” junta-se a guerra. Nos anos 90, os conflitos proliferaram e, apesar dos esforços internacionais, mantêm-se acesos ou latentes.
A instabilidade política: etnias e Estados
O sentimento nacional não teve, em muitos casos, outras raízes que não fosse a luta contra o domínio estrangeiro. Era uma base muito frágil, que conduziu, desde logo, a tentativas de secessão e a terríveis guerras civis.
O fim da Guerra Fria trouxe ao subcontinente alguma esperança de democratização, já que os soviéticos e americanos deixaram de apoiar os regimes totalitários que consideravam seus aliados. Abandonados à sua sorte, muitos não tardaram a