Contratualismo
PROFESSOR: WALTER NETTO
ALUNO: ALBERT SILVA MOREIRA
DIREITO 2° SEMESTRE
CONTRATUALISMO DE GROTIUS, ROUSSEAU E HOBBES
Renascimento e Antropocentrismo
A passagem da idade média para a idade moderna foi marcada por uma mudança da visão teocêntrica para uma visão antropocêntrica. Sobre o despertar de uma nova consciência
Na Idade Média os dois lados da consciência - o que reflete em si o mundo externo e o que mostra a imagem da vida interna do homem - estavam como que envolvidos por um véu comum, sob o qua1 ou languesciam em lento torpor ou se moviam em um mundo de puros sonhos. O véu era tecido de fé, de ignorância infantil, de vãs ilusões: vistos através dele, o mundo e a história apareciam revestidos de cores fantásticas, mas o homem não tinha valor a não ser como membro de uma família, de um povo, de um partido, de uma corporação, das quais quase inteiramente vivia a vida. A Itália é a primeira a rasgar este véu e a considerar o Estado e todas as coisas terrenas de um ponto de vista objetivo; mas ao mesmo tempo se desperta poderosamente no italiano o sentimento de si e de seu valor pessoal ou subjetivo: o homem se transforma no indivíduo, e se afirma como tal. (Antiseri e Reale, 2003, p. 19).
O Renascimento foi além de um movimento artístico, um movimento científico. Foram desenvolvidos diversos estudos sobre o homem e a natureza. A Igreja deixava de deter o monopólio do conhecimento exercido durante a Idade Média. A teoria Heliocêntrica comprovada por Galileu Galilei (1564-1642) se estabeleceu frente à antiga teoria geocêntrica da Igreja Católica
Demonstrado que a Terra não é, como se cria, o centro fixo do mundo, mas uma poeira infinitesimal, abriu-se espaço a novas concepções da natureza e também a várias formas de panteísmo. (Del Vecchio, 2010, p. 59).
E nesse processo, também se alteram as concepções acerca do Estado e do direito. Trata-se, na