Comportamento Organizacional
De acordo com Jaussi (2007), por mais de três décadas, antecedentes, consequentes e elementos correlacionados ao comprometimento no trabalho têm recebido acentuada atenção de pesquisadores. Enquanto os primeiros estudos enfatizaram a natureza de cada base do comprometimento (e.g., afetiva, instrumental e normativa) com a organização, as pesquisas posteriores se dedicaram cada vez mais à investigação da dimensionalidade desse construto e também a elencar que variáveis se comportam como independentes e dependentes, quando se considera a ligação do indivíduo com a sua organização de trabalho (Landry, Panaccio, & Vandenberghe, 2010).
Nessa linha de raciocínio, Johnson, Chang e Yang (2010) afirmam que, apesar de já existir, por décadas, o debate sobre quais variáveis influenciam e quais são influenciadas pelo comprometimento, essa discussão tem persistido. Esses autores complementam que isso ocorre em função de as diferentes bases do comprometimento, sobretudo as dimensões afetiva e normativa, compartilharem relacionamentos similares com outras variáveis critério (e.g., satisfação, intenção de saída).
Além desse debate, acerca da relação de uma e outra base do comprometimento com outras variáveis, persiste também a dificuldade de avaliar os efeitos da ligação do indivíduo com a organização sobre fatores de natureza comportamental, ao invés de estritamente atitudinal. De acordo com Jafri (2010), é preciso transpor o exame da associação entre comprometimento e outras variáveis atitudinais e se debruçar mais detalhadamente sobre a relação entre as bases do comprometimento e o comportamento efetivo do indivíduo nas organizações.
Logo, em decorrência da necessidade de mais estudos acerca dos resultados do comprometimento organizacional, especificamente de natureza comportamental, propõe-se neste trabalho o seguinte objetivo de pesquisa: verificar o relacionamento entre comprometimento e cooperação à luz da influência da satisfação no trabalho.
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