CIBERCULTURA E AS MUDANÇAS NOS MODOS DE ENSINAR E APRENDER
Vivemos hoje em plena mudança ao acesso do conhecimento. O Ciberespaço é o novo espaço de comunicação de aprendizagem, sociabilidade e conhecimento. Realmente, de acordo com o autor Steven Johnson (2001), a linguagem visual cresce em escala e complexidade à linguagem verbal e aos seus vínculos cognitivamente mais complexos e sofisticados.
A Cibercultura, segundo o autor André Lemos, é a nova relação que envolve técnica e vida social, é a associação da cultura contemporânea com as tecnologias digitais. Segundo a autora Lucia Santaella (2003), novos hábitos foram introduzidos a partir do uso das mídias, provocando mudanças, com novas formas de comunicação, novas formas de sociabilidade, com novas formas de interagir. No texto de Michel Serres, Polegarzinha, ele diz que a mídia assumiu a função de ensino, nesse ponto, creio que seja com relação ao conhecimento e busca de informações. Afirma, que as crianças habitam o virtual, manipulam várias informações ao mesmo tempo, que as ciências cognitivas mostram que o uso da internet, a leitura ou a escrita de mensagens com o polegar, a consulta à Wikipédia ou ao Facebook não ativam os mesmos neurônios nem as mesmas zonas corticais que o uso do livro, do quadro-negro ou do caderno. Não conhecem, não integralizam nem sintetizam da mesma forma que nós, seus antepassados. Segundo a Professora Viviane Nosé, a internet é uma sociedade de informação, é um bando de dados que amplia-se a cada dia, e ampliou-se ainda mais com as redes sociais, ao ter pessoas ao vivo discutindo em tempo real, passando a ser então não somente uma sociedade de informação, mas de conhecimento. Nessa perspectiva de mudança, a educação está passando por um grande desafio que é a passagem de um tipo de conteúdo de banco de dados, para uma análise de conteúdo móvel, hoje na educação é preciso ter a capacidade de acessar os dados, pensar sobre esses dados, interpretar e partilhar essa