Boas práticas
A contaminação do alimento pode ser proveniente da matéria prima, assim como pode ocorrer durante o processamento ou na manipulação dos alimentos.
A primeira etapa para avaliação dos riscos que o alimento pode trazer a saúde do consumidor consiste na identificação dos perigos presentes em determinado produto. A Resolução RDC n. 17/1999, com base na definição adotada pelo Codex Alimentarius, define perigo como o agente biológico, químico ou físico, ou propriedade de um alimento, capaz de provocar um efeito nocivo à saúde (BRASIL, 2013).
Para garantir a qualidade dos alimentos do campo até a mesa do consumidor, são adotadas as Boas Práticas Agropecuárias (BPAs), que são definidas pelo Ministério da Agricultura como, “o conjunto de princípios, práticas, tecnologias, métodos e recomendações técnicas apropriadas aos sistemas de produção de insumos, de animais e de alimentos, com o objetivo principal de fomentar as atividades agropecuárias e promover a saúde e o bem-estar humano e animal.” (BRASIL, 2014).
2.1 Bem estar no manejo dos animais Quando a sanidade do animal é garantida, há uma maior confiabilidade de seus produtos e derivados. Um animal sadio, que não apresente vestígios de drogas veterinárias no organismo, produzirá leite de qualidade, bons ovos, terá uma carne isenta de perigos químicos.
O ambiente onde os animais são criados/confinados devem obedecer a requisitos que garantam seu bem estar físico e mental, afim de garantir a qualidade do produto que se deseja obter e a preservação do ambiente. Devem viver em locais limpos, bem arejados, com iluminação e espaço ideais, ter acesso à água potável e alimentação adequada (BRASIL, 2011).
As condições de transporte de amimais, também é fator importante para evitar problemas com a carne, o estresse causado pela forma como são manejados, embarque, condições climáticas, duração da viagem, infraestrutura das estradas, afetam