Balanced Scorecard
Durante muitos anos, as medidas contábil-financeiras eram as únicas formas utilizadas pelas empresas para obtenção de informações sobre seu desempenho. Segundo Miranda et. al. (1999), “a literatura tem mostrado que, no passado, as empresas tomavam decisões baseadas apenas em informações financeiras, obtidas da contabilidade das empresas[....]”, onde maioria destas medidas foram criadas voltadas para uma economia industrial, na qual, o sucesso de uma empresa dependia tão somente de sua capacidade em investir e administrar recursos físicos e tangíveis.
Avaliar resultados de desempenho é algo inerente ao ser humano e faz parte do nosso cotidiano, seja na escola, na família ou no trabalho. Para Teles & Vartanian (1997, apud LOZECKY, 2004, p. 99), “Mensurar é atribuir números a propriedades de um determinado objeto ou evento devidamente especificado. Stevens, já na década de 60 (in TELES & VARTANIAN, 1997, p. 30), dizia que a mensuração é uma doença moderna e que a regra passou a ser: se existe algo, deve ser mensurado.”
Mas como avaliar esse desempenho? Avaliar somente o aspecto financeiro já não seria suficiente? Conforme afirma Paladini (1995) a preocupação com a qualidade pode ser observada desde a antiguidade, sendo esta, marcada na Idade Média com o surgimento dos operadores de controle da qualidade e pela definição dos padrões de qualidade. Logo, se há uma preocupação com a qualidade, devemos utilizar um sistema que nos possibilite observar se este processo está atingindo de maneira eficaz o seu objetivo. Deixa-se de observar somente o desempenho contábil para observar processos e condições de melhorias, ou seja, há uma evolução entre o meramente operacional ao estratégico1.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
LOZECKY, Jeferson. Mensuração do resultado. Revista Contemporânea de Contabilidade, Florianópolis, n. 1, p. 97-114, jan./jun. 2004.
MIRANDA, L. C.; WANDERLEY, C.A.; MEIRA, J.M.. Garimpando na imprensa especializada: uma