Atividade mineradora
Aparecida Rosa Ferla Salvador, Engenheira Química, Pós Graduada em Gestão Ambiental pelo IETEC.
Jussara de Souza Miranda, Bióloga, Pós Graduada em Gestão Ambiental pelo IETEC.
Fonte: IETEC
INTRODUÇÃO
O rápido crescimento da população mundial levou à necessidade de grandes incrementos da produção agropecuária e mineraria, os quais vêm sendo obtidos através da aplicação intensiva de novas tecnologias e pela conquista de novas fronteiras. Contudo, tem-se observado efeitos negativos, principalmente com a degradação dos ecossistemas, até então estáveis e harmônicos.
Segundo relatório da EMBRAPA (1992), o crescimento demográfico e a pobreza não são as únicas causas das altas taxas de desmatamento no Brasil. Forças e processos externos, tais como a expansão das plantações comerciais, fazendas-pecuárias, madeireiras e mineração também atraem migrantes impelindo os mesmos para a exploração de uma agricultura itinerante, baseada no binômio derruba e queima, o que contribui para acelerar os níveis de desmatamento. Além disso, a exploração de essências florestais de alto valor comercial para atender principalmente os mercados europeu, americano e japonês, é fator agravante dos desmatamentos na América Central, Brasil, Bolívia, Nigéria, Costa do Marfim, Indonésia, Malásia e Filipinas.
Na América Latina, a derrubada da floresta é uma das alternativas para os posseiros documentarem a propriedade legal das terras ocupadas, incentivando as derrubadas antieconômicas e a especulação financeira. Adernais, a construção de estradas e outras obras de infra-estrutura necessárias ao planejamento estratégico de atividades agrícolas, também tem contribuído para acelerar as taxas de desmatamento. No Brasil, mudanças na política governamental, eliminando ou reduzindo os incentivos fiscais na região Amazônica, proporcionou uma considerável redução no desmatamento (EMBRAPA, 1992).
A busca por alternativas tecnológicas, aplicáveis e compatíveis com as particularidades