Acidente vascular encefalico
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é a mais comum e devastadora doença que afeta o encéfalo, causando uma série de comprometimentos motores e sensoriais no paciente acometido. A hemiparesia é um dos sinais clínicos mais característicos e evidentes após o AVE, acarretando inúmeras limitações funcionais e alterações secundarias, é considerado uma síndrome com desenvolvimento rápido de sinais clínicos de perturbação focal ou global da função cerebral, com possível origem vascular e com mais de 24 horas de duração.
As sequelas deixadas por um AVE são variáveis e podem ser sensitivas, motoras e/ou cognitivas, gerando déficits na capacidade funcional, na independência e na qualidade de vida dos indivíduos.
2. ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO 2.1 Definição
A expressão AVE refere-se a um complexo de sintomas, que duram pelo menos vinte e quatro horas e resultam de lesão e resultam de lesões cerebrais provocadas por alterações da irrigação sanguínea. De outra forma, podemos afirmar que o AVE é uma doença caracterizada pelo início agudo de um défice neurológico que persiste por pelo menos vinte e quatro horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação sanguínea cerebral. Estas lesões cerebrais são provocadas por um enfarte, devido a isquemia ou hemorragia, de que resulta o comprometimento da função cerebral. Este acontecimento pode ocorrer de forma ictiforme(súbito), devido a presença de fatores de riscos vascular ou por defeito neurológico focal(aneurisma).
A presença de danos nas funções neurológicas origina défices a nível das funções motoras, sensoriais, comportamentais, perceptivas e da linguagem. Os défices motores são caracterizados por paralisias completas (hemiplegia) ou parciais/ incompletas (hemiparesia) no hemicorpo oposto ao local da lesão que ocorreu no cérebro.
A localização e extensão exatas da lesão provocada pelo AVE determinam o quadro neurológico apresentado por cada utente e, o