O sucesso depois de 30 tentativas diferentes
Vagner Lefort precisou tentar muito até que encontrou nas pelúcias um caminho para vencer como empreendedor
Depois de envolver-se em 30 negócios diferentes, o empresário Vagner Lefort ‘sossegou’ na empresa de brinquedos Long Jump. Se bem que sossegar não é um termo lá muito apropriado diante da rotina de trabalho intensa de Lefort, que precisa garantir a venda de 2,3 milhões de itens todos os anos.
A procura pelo negócio ideal surgiu quando Lefort foi demitido de uma grande empresa e, mesmo com 22 anos, teve dificuldades para se recolocar no mercado de trabalho – ele até conseguiu um novo emprego, mas para ganhar menos da metade do seu antigo salário. Descontente, o empresário encontrou uma maneira diferente para sair do aperto: comprou um carro modelo Puma para reformar e então revender. “Lucrei quase o dobro do meu salário anterior. Como não entendia o suficiente de outras marcas, só comprei Puma, foram uns 25”, lembra.
Desde então, Lefort já participou de diversos negócios. Ele teve loja de carros, fábrica de sorvete, empresa de vídeo karaokê e até motel. “Nunca me prendi a paradigma. Se você sentir que aquilo não serve mais, troca. E depois, troca de novo. Não sei se vou terminar a minha vida trabalhando com brinquedos. Eu gosto muito do meu trabalho, faz bem para o coração. Mas se um dia eu tiver que parar, eu paro.”
O curioso é que a história com os brinquedos começou por acaso, há quase 15 anos. Com a fama de colocar negócios para andar, Lefort foi convidado por três sócios para ajudar a alavancar uma empresa de equipamentos para academias, por isso, o nome Long Jump (salto em distância). O empreendimento patinava, mas também não saiu da estagnação nos seis meses em que Lefort participou da administração.
Então, o empresário teve a ideia de vender máquinas fotográficas com personagens Looney Tunes. “Custava menos de um dólar.” Da importação, surgiu a ideia de produzir pelúcias. “Um primo que trabalhava