O gerúndio
Introdução
No âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, foi-nos proposto, pela professora Maria Augusta Cavaco Miguel, a realização de um trabalho sobre o valor do gerúndio, da obra “Leite Derramado”, de Chico Buarque. O objectivo deste trabalho é fazer o levantamento das formas verbais no gerúndio e de seguida mostrar o seu valor no contexto.
O gerúndio
Formas nominais do verbo
São três as formas nominais do verbo, que não apresentam flexão de tempo e modo, perdendo desta maneira algumas das características principais dos verbos. Por serem tomadas como nomes (substantivos, adjectivos e advérbios), recebem o nome de formas nominais.
As três formas são:
Infinitivo: indica a acção propriamente dita, sem situá-la no tempo, desempenhando função semelhante a substantivo.
Ex: É preciso aumentar o número de verbetes.
O infinitivo pode apresentar algumas vezes flexão em pessoa, constituindo assim duas formas possíveis: o infinitivo pessoal e o infinitivo impessoal.
Ex: É melhor estudarmos agora.
Ex: Viver aqui é muito bom.
Particípio: indica uma acção já acabada, finalizada, adquirindo uma função parecida com a de um adjectivo ou advérbio.
Ex: Finalizado o wikiconcurso, os ganhadores serão notificados.
O particípio é reconhecido pela terminação do.
Gerúndio: indica uma acção em andamento, um processo verbal ainda não finalizado. Pode ser usado em tempos verbais compostos ou sozinho, quando adquire uma função de advérbio.
Ex: Estou finalizando os exemplos deste verbete. (tempo composto)
Ex: Fazendo teu trabalho antecipadamente, não terás preocupações. (gerúndio sozinho com função de advérbio).
O gerúndio é reconhecido pela terminação ndo ou mais concretamente ando, endo e indo.
O gerúndio é uma forma verbal terminada em -ndo — cantando, dizendo, partindo, pondo —, invariável, e que provém do latim. É utilizado em várias situações, para exprimir o modo, ou integrada na conjugação perifrástica.
Exemplo do emprego do