O Culto - Riegl
Módulo: Preservação em perspectiva histórica II
Referência: RIEGL, Alöis. El culto moderno a los monumentos. 3a. Ed. Trad. Ana Pérez López. Madrid: La balsa de la Medusa, 2005. 99p.
Apresentação: Veronica Coffy Bilhalba dos Santos
O texto original da obra intitulada “O culto moderno aos monumentos” surgiu em 1902. Trata-se da base teórica para reorganizar a legislação de conservação dos monumentos austríacos e foi redigida quando seu autor presidia a Comissão de Monumentos Históricos da Áustria. O estudo parte da expressão monumento histórico e artístico – erguida no século XVIII e herdada sem contestação pelos séculos XIX e XX – mas que, segundo o autor, não corresponde à ideologia de preservação daquela época, cuja proteção tinha sido estendida a objetos singelos ou que eram julgados feios.
A partir dessa problemática, o texto analisa especialmente os valores atribuídos aos monumentos, muitas vezes contraditórios, para então “fundar uma prática, [...] motivar decisões e [...] sustentar uma política” (WIECZOREK, 1983; apud. SANCHES, 2011) de preservação patrimonial baseada num juízo crítico. Os objetivos gerais são: definir a concepção do culto aos monumentos em cada período, demonstrar a evolução valores e relacionar as mudanças com as práticas de preservação.
Importante destacar que o interesse pela obra O culto moderno aos monumentos1 ressurge especialmente após 1980 (SANCHES, 2011), período em que o patrimônio adquire novos contornos e houve necessidade de buscar novos parâmetros para as práticas de preservação cultural.
O tema está organizado em três capítulos: o primeiro apresenta os valores atribuídos aos monumentos e sua evolução histórica; o segundo aborda os valores de rememoração e sua relação com o culto dos monumentos; o último capítulo levanta os valores de contemporaneidade e sua relação com o culto dos monumentos.
Para fundamentar sua crítica ao conceito moderno de monumento,