Violência contra as mulheres
Segundo Costa (2011) violência é hoje a segunda causa de morte na faixa de 5 a 39 anos, afetando, famílias e sociedade como um todo. Diariamente a mídia expõe novos casos de violência por vários tipos, e cada vez mais as mulheres tornam-se parte integrante aos números de vitimas por violência, cujos próprios agressores são seus maridos ou companheiros. Este tipo de violência é caracterizado como violência de gênero, que é decorrente das relações entre homem e mulher e na maioria das vezes é cometida pelo homem contra a mulher, mas também podemos identifica- lá como sendo da mulher para com o homem ou mesmo entre os mesmos sexos. A violência vem se tornando assunto de crescente importância em estudos para formulações de políticas públicas visando a promover a saúde da mulher e sua inclusão na sociedade de forma digna.
De acordo com o Mapa da Violência apresentado pelo Instituto Sangari (2012), duas em cada três pessoas atendidas no SUS - Sistema Único de Saúde, por motivo de violência sexual ou doméstica é mulher, sendo:
a) 57% das mulheres tem união consensual;
b) 80% dos casos reportados são de marido, namorado ou companheiro como responsável.
c) 68% das mulheres evitam a denúncia dos agressores por medo, mesmo tendo conhecimento sobre seus direitos e do disposto na Lei Maria da Penha (Lei n. 11340/06).
d) 65% delas tem filhos com os parceiros agressores;
e) 51,6% são de casos reincidentes;
f) 60% dos casos são de mulheres com atividades remunerada e 40% são do Lar;
g) 65% tem idade entre 21 a 35 anos, porém são registrados casos entre as idades de 15 a 60 anos.
Lock (2009) resalta que foi através de muitas lutas que as mulheres conquistaram a Lei Maria da Penha de forma a lhes amparar contra a violência. A Mulher de nome Maria da Penha responsável por esta conquista foi casada com Marco Antônio Heredia Viveiros, e sofria constantes agressões, porém, por medo se manteve