verbo
Quando conjugados, os verbos flexionam-se em pessoa a fim de evidenciar quem fala, para quem se fala ou aquele de quem se fala. Vamos observar os seguintes exemplos: Eu trabalho.
“Eu” indica a pessoa que fala.
Tu trabalhas.
“Tu” indica um interlocutor direto, isto é, alguém para quem se fala.
Ele (ou ela) trabalha. Eles (ou elas) trabalham.
“Ele” ou “ela”, “eles” ou “elas” indicam que se fala sobre alguém, ou algo, que não participa diretamente da comunicação estabelecida entre as duas primeiras pessoas.
Nós trabalhamos.
“Nós” indica que a pessoa que fala participa da comunicação juntamente com outros.
Vós trabalhais.
“Vós” pode indicar que se fala para um ou para vários interlocutores diretos.
As formas eu, tu, ele, ela, eles, elas, nós e vós são denominadas pronomes pessoais, e indicam também o sujeito das frases às quais se referem.
Designamos ainda os pronomes segundo seu número, sendo eu, tu e ele/ela, respectivamente, a primeira, a segunda e a terceira pessoa do singular; nós, vós eeles/elas, a primeira, a segunda e a terceira pessoa do plural.
No entanto, uma vez que a língua é dinâmica e, por isso, inserida num processo de adaptações constantes, vamos aproveitar este momento para abordar algumas especificidades relacionadas ao uso das formas tu, você(s), vós e a gente.
O pronome tu costuma ser empregado em apenas algumas regiões brasileiras, sendo a forma você aquela que predomina no tratamento direto informal. Esta última utiliza a mesma conjugação atribuída aos pronomes ele e ela. Exemplos: Ele/Você vai ao cinema.
Ela/Você conhece muitos lugares.
Para o tratamento direto formal, ainda predominam as formas o senhor e a senhora- que também utilizam a conjugação conferida aos pronomes ele e ela.
As formas plurais vocês, os senhores e as senhoras seguem o critério de conjugação dos pronomes eles e elas. Exemplo: Eles/Elas/Vocês viajaram durante um mês.
A forma a gente