Uso de células-tronco
1. Introdução
As células tronco vem se tornando, atualmente, um tema de grande discussão em nossa sociedade, visto o grande número de possibilidades e questionamentos que elas trouxeram.
As células-tronco são células indiferenciadas, ou seja, células não especializadas, que podem ser definidas por duas propriedades peculiares: auto-renovação e potencial de diferenciação. A auto-renovação é a capacidade que as células-tronco têm de proliferar, gerando células idênticas à original (outras células-tronco). O potencial de diferenciação é a capacidade que as células-tronco têm de, quando em condições favoráveis, gerar células especializadas e de diferentes tecidos.
Diante do grande potencial terapêutico das células-tronco e da grande discussão ética gerada em torno das células-tronco embrionárias, vem-se buscando novas fontes através das quais elas possam ser obtidas além das vias embrionárias. É a partir daí que surge o uso de células-tronco obtidas de tecidos adultos, dentre os quais vem se destacando o uso de células-tronco mesenquimais.
2. As células-tronco adultas
As células-tronco adultas são, em geral, consideradas multipotentes, ou seja, têm a capacidade de gerar um número limitado de células especializadas. Elas são encontradas em quase todo o corpo, sendo capazes de gerar células dos tecidos de que são provenientes. São responsáveis também pela constante renovação celular que ocorre em nossos órgãos. As células da medula óssea, as células-tronco neurais do cérebro, as células do sangue do cordão umbilical e as células mesenquimais são exemplos.
Contudo, vem-se descobrindo que uma célula-tronco em particular, além de gerar as células características do tecido da qual ela pertence, pode também dar origem a células de outra linhagem. Assim, foi verificado que as células-tronco hematopoiéticas, além das células sanguíneas, é também capaz de gerar células ovais hepáticas. As células-tronco neurais, capazes de dar origem aos