Trabalho sobre Paulo Freire
O trabalho apresenta uma discussão sobre problemas cruciais que envolvem o ensino de biologia em nossas escolas (ensino médio). A partir da análise de entrevistas realizadas com docentes da área, são apontados diversos aspectos que deveriam merecer atenção especial. Entre eles destacam-se: a questão dos conteúdos, a metodologia de ensino, a ausência de análise reflexiva sobre as ações pedagógicas, a falta de contextualização e a diminuição do número de aulas reservado à disciplina. Eliminar as debilidades presentes no ensino da área é uma necessidade premente, condição essencial para colocação da biologia como disciplina que contribua realmente para a formação da cidadania.
1. Considerações iniciais As avaliações formais e informais já realizadas sobre o ensino desenvolvido em nossas escolas denotam com clareza a ineficiência dos processos usuais de ensino, caracterizando um quadro desolador que exige a busca de alternativas. Segundo Saviani (1991)[1], dissemina-se e se aprofunda a consciência de que a educação vive uma crise de amplas proporções. Há também, a necessidade de considerarmos que muito pouco se tem feito de concreto para melhorar a qualidade do ensino, sobretudo o ensino público "ofertado" à população. Como bem afirma Gatti (1997):
Apesar dos discursos, a educação básica sempre foi "área menor" das políticas. Nos discursos, a primeira; nas ações efetivas, a última, com pouquíssimas exceções. (...) O resultado está aí: analfabetismo funcional em todos os níveis, formação de várias gerações comprometidas por baixa inserção cultural. É inevitável que essa crise de proporções estruturais, reflexo da própria crise instalada no seio da sociedade contemporânea, tenha seus desdobramentos na área relativa ao ensino das ciências (matemática, física, química e biologia). Como aponta Barros (1998), é uma ironia constatar que no estágio avançado do conhecimento científico a que