Teoria e metodos na Arqueologia contemporânea, analise critica
Pedro Paulo A. Funari.
Professor do departamento de Historia – IFCH-UNICAMP pedrofunari@sti.com.br De inicio, logo no resumo o autor expõe o objetivo pelo o qual foi elaborado este artigo: apresentar um quadro geral das correntes teóricas mais recorrentes e posteriormente relacionar as diversas abordagens à prática da Arqueologia Histórica.
As diversas abordagens arqueológicas que se desenvolveram ao longo do tempo, de certa forma continuam sendo utilizadas até hoje. Porem, como alertava M. Shanks ela só pode ser entendida em seu contexto histórico e social há algum tempo.
Na perspectiva histórico-cultural - a teoria mais difundida na Arqueologia, pois até hoje se busca as origens dos povos pré-históricos-, a cultura arqueológica é homogênea, sendo entendida como um conjunto de artefatos semelhantes de determinada época, passadas de geração a geração, que representaria, assim, um povo - desta forma seria possível determinar os antepassados. Este modelo surgiu na Alemanha, com Gustav Kossina, na busca das origens pré-históricas dos povos europeus e se generalizou com Child, que acoplou ao evolucionismo materialista e retirou os pressupostos racistas.
Nos EUA, surgiu um movimento na década de 1960, com Lewis Binford, que se denominou como a Arqueologia Processual, “a Arqueologia é Antropologia ou não é nada”. Para esta abordagem existem leis transculturais de comportamento, os homens maximizavam os resultados e minimizavam os custos, em qualquer época e lugar. Preocupando-se poucos com as diversidades culturais, e sim com a burguesia e com a aristocracia.
A partir da década de 1980, o processualismo sofreu duras criticas. Nesta época, difundia-se o pós-modernismo e as criticas á ideia de verdade cientifica. As ciências estavam sim inseridas em contextos sociais, Ian Hodder, entre outros começaram a ressaltar que havia uma dimensão simbólica na cultura que não podia ser