Seminário ética - Serviço Social
O Serviço Social teve em seu contexto histórico, sua legitimação através do Estado e da proteção da Igreja, á partir da década de 30 e 40, pois havia por parte do Estado a necessidade de atender as necessidades do capitalismo, desvinculando a caridade para seu exercício profissional. Em 1947, tivemos o primeiro Código de Ética do Serviço Social, com valores baseados na doutrina social da igreja, passamos a ter diretrizes para deveres, tanto em grupo, com o usuário e com a instituição, mas competindo ao assistente social basear-se no respeito á dignidade humana e na caridade cristã.
O desenvolvimento da indústria automotiva na década de 1950, e os desdobramentos da “questão social”, demandaram aos assistentes sociais, contradições, com questionamentos e contestação de sua prática profissional, de abordagem individual, grupal e de comunidade.
O Serviço Social, mesmo com a Ditadura caminhou, com o usufruto do poder da burguesia, as entidades que tinham suas propostas tradicionais, passam a sofrer com a modificação no âmbito, teórico, ideológico e político, com isso tivemos a inserção dos assistentes sociais em equipes multidisciplinares, a elevação da profissão nos quadros administrativos e decisórios do Estado, desmistificando a ideia da história do surgimento da profissão, durante as décadas de 30 e 40, apresentando o surgimento de uma renovação.
Dentro do contexto da Ditadura Militar, o Serviço Social se modificou com a sociedade capitalista tendo em vista às diversificações do crescimento urbano, com assuntos que pautavam a questão social, apontando um papel decisivo na adequação as necessidades do Estado e dos monopólios burgueses.
Contexto Político, Histórico e Econômico no Brasil:
Mesmo com a ascensão das discussões para o Serviço Social, o Brasil passava por um contexto político de grande variação com a mudança de presidentes. Nos anos de 1956 á 1961 tivemos Juscelino Kubitschek, com o seu lema “Cinquenta anos em Cinco”. JK,