Resenha Michel Pollak
No artigo de Michel Pollak (1948-1992) “Memória e Identidade Social” é grande expoente das Ciências Sociais na França e os documentos utilizados pelo autor vem tratar do problema que envolve a ligação entre memória e identidade social no âmbito das histórias de vida, através da oralidade. O autor neste texto vem abordar questões ora relacionadas aos problemas da memória, ora aos problemas da identidade na França, como elementos de construção social.
O autor cita em suas pesquisas as bases referenciais das obras de autores como Fernand Braudeu – que publicou em seu livro identidades daquele país enfocando mais precisamente conceitos de identidades e construção de uma identidade nacional, para aprender uma metodologia, nos vestígios da memória e relacioná-los principalmente com a memória política; Pollak encontrou base referencial também em Pierre Nora. Em suas indagações, Michel Pollak observou que as pesquisas que envolvem entrevistas em história oral, o que se recolhe são memórias individuais ou coletivas, porém o problema maior é saber como interpretar esse material.
Pollak neste artigo mostrou diversas histórias da França e designações atribuídas a determinados períodos, que aludem a fatos de memória muito mais que a fatos de históricos não trabalhados por memória. Exemplificou alguns fatos acontecidos naquele país tais como “Os Anos Sombrios” e os “Trinta Gloriosos” que expressam mais a noções de memória que são percepções da realidade do que a fatos positivistas subjacentes a tais percepções.
Aprofundando-se ainda mais em seus estudos abordou o que Maurice Halbwachs, nos anos 20-30 havia dito: que a memória é sobretudo um fenômeno social e coletivo, ou seja, está submetida a flutuações, transformações e mudanças constantes, mas deve-se lembrar que na maioria das memórias existem marcos relativamente invariantes, imutáveis. Os pesquisadores que já realizaram entrevistas de história de vida, perceberam, ao longo de algum tempo,