Patrimonio
Apontam-se possíveis abordagens para a adoção efetiva deste conceito nas diretrizes de política de gestão do espaço público, enquanto fundamento do desenvolvimento urbano.
Na perspectiva de contribuir para a compreensão do meio ambiente e do desenvolvimento humano, o artigo procura discutir o conceito de valor da natureza no âmbito da abordagem da conservação integrada do patrimônio natural e cultural. A discussão teórica pretendida tem como ponto de partida os pressupostos da Carta do Patrimônio Natural - Australia/IUCN, 1996.
Os valores da natureza pregados pela Carta se inserem em uma visão, que permite uma larga interpretação baseada no respeito e no reconhecimento do valor de existência dos recursos naturais e dos princípios de equidade entre as gerações. A conservação integrada interpreta o patrimônio como um bem único, que abrange as dimensões naturais e culturais, alinhando-se, portanto, ao teor da Carta quando esta admite que o patrimônio natural incorpora valores que compreendem, de um lado, o valor de existência e, de outro, os valores sociais.
As novas interpretações dadas ao meio ambiente, enquanto patrimônio pertencente a todos os povos da
Terra, partem do princípio dos valores intrínsecos ao seu suporte biológico e geofísico e sua relação com os seres humanos. A compreensão desses conceitos vem iluminar as bases teórico-metodológicas voltadas ao desenvolvimento de políticas e gestão patrimonial e de qualidade ambiental, contribuindo com a construção de instrumentos operacionais dos processos de conservação, a exemplo de sistemas de indicadores capazes de avaliar a proteção, controle e o monitoramento da significância do patrimônio natural e cultural.
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