objetivos da história
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Qual a relevância social do conhecimento histórico? Entendendo a história como “estudo do passado” (Borges, 1993, p.56) e que esse passado é único, não se repete, surge a pergunta, qual a utilidade do estudo dessa disciplina? Essas perguntas revelam um determinado conceito de história e historiografia, presas aos “acontecimentos passados”. Apontam também para a necessidade de se aclarar o entendimento sobre a natureza, objetivos e métodos da produção desse conhecimento. Para que estudar história? Borges (1993, p.8) reconhece que “o passado visto por si mesmo, o passado pelo passado, tem um interesse muito limitado, quase nulo”. O objetivo da história, porém, vai muito além da mera pretensão de narrar o passado, tornando-o conhecido. Ao reconhecer a impossibilidade de objetividade plena, pretende-se explicá-lo, possibilitando uma reflexão sobre a realidade e, a partir dessa análise, transformá-la. Reis (1999, p. 8) afirma: “O passado é uma referência de realidade, sem a qual o presente é pura irreflexão”. Estudar, analisar, interpretar o que passou, possibilita, portanto uma ação consciente sobre a realidade vivida, identificando os processos de sua construção. É grande o potencial da disciplina história, como das demais ligadas à filosofia e às ciências humanas. Evidência disso é a ação preventiva de governos autoritários suprimindo ou ajustando essas disciplinas aos seus interesses. O ato reflexivo, autonomia intelectual, a análise crítica da realidade, representam “perigo” nesses contextos, pois conduzem à resistência, à ação transformadora. Podemos citar como exemplo na história recente do Brasil, o status dessas disciplinas durante o regime militar. O ensino de história, como das disciplinas escolares em geral, servem a objetivos estabelecidos pelo Estado.