Nietzsche E A Felicidade
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz (Buarque, 2013).
A busca pela felicidade sempre foi uma preocupação do homem. Temos escritos sobre esse tema já nos gregos antigos. Aristóteles, em seu livro Ética a Nicômaco, tratou, entre outras coisas, de como o homem deveria atuar para atingir o “sumo bem”, aquilo para o qual todas as ações caminhavam. Este “sumo bem” seria a felicidade. Como escreveu Aristóteles: “a felicidade é, portanto, algo absoluto e auto-suficiente, sendo também a finalidade da ação” (Aristóteles, 1991, p.15).
O filósofo helenista Epicuro estabeleceu quatro remédios necessários e que poderiam levar as pessoas à felicidade: não temer os deuses e nem temer a morte; o bem não é algo difícil de alcançar e os males não são difíceis de suportar. Seriam esses remédios as chaves para que o homem alcançasse uma vida feliz. No entanto, essa preocupação não é restrita a esse período da história.
Em uma recente pesquisa1, foi publicada a notícia2 de que Portugal, em uma lista com 150 países, havia caído da 73° posição para a 85° no ranking da felicidade. Nessa lista, pedia-se que as pessoas avaliassem questões como a família, educação, saúde, esperança de vida, liberdade de escolha e capacidade econômica, bem como as relações com a comunidade e as instituições públicas. Um dos possíveis motivos para a queda de Portugal era o efeito, nas pessoas, da crise econômica que assola o país.
No ano de 1972, em um pequeno país asiático chamado Butão, foi criado um índice denominado de Felicidade Interna Bruta (FIB) e o objetivo era medir o nível de felicidade dos cidadãos daquele país. Essa ideia espalhou-se pelo mundo e hoje conta com representantes e defensores em diversos países. O conceito que o permeia é a tentativa de medir a riqueza de uma nação considerando “outros aspectos além do desenvolvimento econômico, como a conservação do meio ambiente e a qualidade de vida das