Monetaria
Ciências Econômicas - Economia Monetária
Resenha do Artigo
INTRODUÇÃO
Analisando o tema “Configuração institucional do Banco Central e condução da política monetária” a partir do século 20, é possível perceber o extenso debate que há em torno da política monetária que visa encontrar mecanismos de controle, sendo os mais recentes as propostas de independência do Banco Central; metas de inflação e regulamentação. O objetivo primordial da política monetária é a estabilidade de preços e que o principal instrumento na condução da política é a administração da taxa de juros no curto prazo. Com isso, regras para definição de taxa de juros e enfoque no comportamento da inflação têm sido elementos decisivos na condução da política monetária em diversos países.
MOEDA NA TEORIA PÓS-KEYNESIANA
A moeda na teoria pós-keynesiana possui três elementos fundamentais: a importância do ambiente institucional e o reconhecimento de efeitos duradouros da política econômica, o argumento de que a moeda apresenta certo grau de endogeneidade, ou seja, as condições de liquidez da economia dependem essencialmente das ações dos bancos e instituições financeiras, e o último, à não neutralidade da moeda, inclusive no longo prazo.
A oferta monetária para os pós-keynesianos diz que a moeda é endogenamente, ou seja, variações no estoque monetário são geradas “dentro” do sistema e são efeito das flutuações do produto e dos preços, a variável endógena é determinada pela demanda por crédito bancário, originada pelas necessidade de financiamento da economia e que o Banco Central não exerce controle direto sobre o estoque da mesma. Entretanto dentro dessa linha de pensamento existe uma divisão feita em dois grupos que mostram algumas divergências. Primeiro, “horizontalistas” ou “acomodacionistas” que enfatizam o papel do Banco Central na fixação da taxa de juros, deixando a oferta monetária se ajustar livremente a taxa.