Linguística textual: a coerência sem coesão possibilita sentido, a inversão não!
Mércia Delgado da Silva1
RESUMO: Este artigo analisa a partir de pressupostos estabelecidos pela Linguística textual a presença e a ausência de coerência e coesão no texto. No qual, mesmo assegurado na hipótese de que a coerência ou o sentido do texto parte primordialmente do conhecimento de mundo que possui o interlocutor ao ler ou ouvir um texto, propõe-se identificar através de dois textos distintamente produzidos se é possível um texto ser coerente sem que haja elementos coesivos e se um texto com tais elementos pode não ser compreendido, ou seja, coerente.
PALAVRAS-CHAVE: linguística textual; texto; coesão; coerência.
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Graduanda do 5° período do curso de Letras da Universidade Federal de Alagoas - UFAL
01- Introdução É consensual o reconhecimento de que a capacidade de compreender textos é indispensável para acompanhar os constantes avanços do conhecimento e que sem este tornase difícil também estabelecer uma boa leitura ou comunicação interlocutor/texto. Situando-se nessa noção de texto e seu sentido, o presente artigo propõe inicialmente ofertar ao leitor – apoiando-se nos fundamentos estabelecidos por Koch e Travaglia (1989), Oliveira (2009), Savioli e Fiorin (2006), o que se entende por Linguística textual, texto, coesão e coerência. O artigo também propõe analisar casos concretos, recorrentes do cotidiano, no qual apresenta a existência de sentido do texto ou da coerência textual, mesmo quando este exibe a falta ou o pouco uso de elementos coesivos e quando, elementos coesivos usados de forma inadequada também pode causar ao texto a chamada coesão sem coerência. 02- Conceituações: Linguística textual, texto, coerência e coesão A Linguística textual desenvolvida na Europa no século XX e considerada um ramo dos estudos linguísticos, tem como objeto de estudo o texto, dedicando-se atualmente a analisar o processo de produção e compreensão de textos escritos e