Jornalismo e marketing (rascunho)
Com a concorrência de outros meios, jornais e revistas recorrem cada vez mais a promoções para manter ou elevar as tiragens: coleções, CDs, sorteios, etc. E a estratégia está correta, pois as pessoas compram.
A expansão do mercado brasileiro de jornais impressos é resultado do chamado “Jornalismo Orientado para o Mercado”, que consiste na aplicação do conceito e ferramentas do marketing na produção jornalística.
Esse movimento surgido nos Estados Unidos na década de 1980, tem como exemplo mais marcante o jornal norte-americano USA Today. Profundas transformações ocorrerão no jornalismo entre o final dos anos 70 e o início dos anos 80, tendo por base a imensa queda na leitura de jornais americanos, europeus e canadenses.
Como decorrência e em busca da superação da crise, editores e proprietários dos grandes jornais adotaram posturas de integração redação-marketing-publicidade, além de colocarem um jornalismo menos denso, como forma de recuperar os leitores perdidos para o ágil discurso televisivo.
Foram rupturas que levaram os jornais a perder o perfil de jornal de reflexão, transformando-os em produtos coloridos, leves e com crescente uso de imagem junto com os textos.
Embora a imprensa siga uma narrativa que se aproxima do marketing sensorial, a orientação para o mercado é um conceito bem mais amplo:
“Envolve inteligência de mercado, que vai muito além da realização de pesquisas com o público; disseminação de inteligência, que não tem nada a ver com profissionais de marketing ditando à redação a pauta e a linha editorial do periódico; e resposta ao mercado, que também é muito mais do que “dar-aos-leitores-o-que-eles-querem”. O mundo evoluiu e o ambiente competitivo da Indústria dos Meios de Comunicação de Massa também.” (SANTOS, 2004, p.182)
-------------------------------------------------
Observa-se que o leitor é, simultaneamente, consumidor final do ponto de vista editorial e constituinte de um segundo “produto” na mesma