Informar e envolver os pais
Na história da escola no século XX, um único acontecimento marcante: a irrupção dos pais como parceiros da educação.
Os burgueses controlavam diretamente a sua escola, fosse pública ou privada e indiretamente a escola popular através das prefeituras, do estado ou da igreja.
Desde a unificação em final do século XIX e início do século XX, todas as crianças passam pela escola de ensino fundamental. A criança deixou de pertencer a sua família. A lei obriga os pais não somente a proverem a educação de seus filhos, mas cederam uma parte da escola. No decorrer das leis escolares, os textos dão aos pais mais direitos. Direito de entrar na escola, de serem informados, associados, consultados, direito de participar da administração das instituições.
Os pais têm interesse em esperar da escola exatamente o que ela oferece, pois na falta disso, ela lhes imporá de qualquer maneira.
A escola tornou-se obrigatória, porque as crianças não tinham espontaneamente vontade de frequentá-la, nem os pais a necessidade de confiar seus filhos a ela. Preferiam que as crianças ficassem em casa para fazê-los trabalhar.
A escolarização obrigatória queria tirar as crianças da exploração, dos maus tratos, da dependência. Por outro lado queria moralizar sua educação por meio da educação cívica da higiene, da disciplina, mas também normalizá-la, a começar pela aprendizagem de sua língua escolar, que não era a língua falada na família no dia a dia.
Nos dias de hoje se não fosse obrigatório ainda sim os pais mandariam seus filhos para a escola.
Alguns dos pais que frequentaram a escola e nela aprenderam pelo menos alguma coisa. Acreditam que, sem instrução, nem diploma não há salvação.
Quando esses dão a mesma importância que a escola, as aprendizagens ou não se associam a seus ritmos a seus procedimentos disciplinares-punições, castigos... etc, a seus métodos ou a relação pedagógica, instaurada, logo compreendem que o diálogo não é igualitário.
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