Histórias em quadrinhos como construção
COMO CONSTRUÇÃO DA LEITURA GEOGRÁFICA
Rafael Martins da Costa
Professor da rede municipal de Gravataí rafaelescurus@hotmail.com A NECESSIDADE DE NOVAS PROPOSTAS
O estudo tem como objetivo construir uma proposta de prática de ensino em
Geografia, utilizando-se de um recurso cada vez mais comum hoje em dia no campo da educação: história em quadrinhos. Este esforço de buscar formas alternativas para serem trabalhadas em sala de aula se faz cada vez mais necessário. As novas tecnologias de comunicação, aprimoradas dia a dia, tomaram conta do cotidiano das pessoas, inclusive os(as) estudantes. Isso faz com que as referências mudem, sejam outras, tornando a atividade escolar, como é conhecida e normalmente aplicada, algo desestimulante. Cito como exemplo, as aulas expositivas, utilização exagerada do quadro ou do livro didático.
Este último, então, trata-se, muitas vezes, da única forma de leitura de muitos alunos e alunas. Explorado ainda superficialmente, esse recurso guarda um grande potencial pedagógico, por ser articulador de vários campos do conhecimento. As histórias em quadrinhos (HQ's) representam uma forma de expressão, um veículo de comunicação, além de uma linguagem artística e literária. Utilizando imagens em sequencia – daí decorre também a denominação de arte sequencial – e palavras, narram uma história ou dramatizam uma idéia. Possuem seus próprios códigos, os quais devem ser interpretados durante a sua leitura. Tratam-se dos símbolos conhecidos como balões, das expressões gráficas denominadas por onomatopéias e do conhecimento geral do leitor, ou seja, saber a ordem de leitura das imagens e palavras (que no ocidente se dá da esquerda para direita) e
visualizar e compreender as diferentes perspectivas visuais. É importante ter ciência das diferenças existentes entre as diversas linguagens ligadas às HQ's. Cujas denominações são usadas pelas pessoas de forma pouco criteriosa. Segundo Ramos (2009,