No Brasil, muito se tem ouvido falar em corrupção, fraudes e lavagem de dinheiro. Embora o problema seja antigo, nos últimos anos, na esfera pública principalmente, tem havido uma verdadeira avalanche de denúncias que levaram à instalação de dezenas de Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs) na Câmara Legislativa e no Senado. Na área privada, apesar de não existirem estatísticas sobre os casos de corrupção, os especialistas afirmam que este número é crescente. Um agravante no caso brasileiro é que os casos de fraudes só vêm à tona através de denúncias, seja por parte de um empregado insatisfeito, algum oportunista ou até mesmo de familiares, o que geralmente ocorre quando o montante dos ilícitos já atingiu a casa dos milhões de reais. Na maioria dos casos as empresas ocultam as ocorrências temendo o desgaste de imagem perante a população, pois poderia evidenciar uma certa fragilidade das mesmas. A imprensa nacional e internacional tem colocado o Brasil na lista dos países com maiores níveis de corrupção do mundo. De fato, os dados demonstrados em pesquisas são alarmantes. O Brasil tem sido apontado como um dos países menos auditados do mundo, o que o torna bastante vulnerável à ação de corruptores e corruptíveis. Vivemos esta realidade principalmente porque nossos governantes têm sido omissos ao longo dos anos. Só agora têm surgido algumas iniciativas com o intuito de se modificar este cenário. Algumas leis têm sido criadas visando inibir a ação de fraudadores e do próprio crime organizado que se utiliza dos mais variados meios para legalizar o dinheiro sujo destas operações. Os prejuízos para a sociedade com estes crimes são incalculáveis, pois, atrapalham desenvolvimento do país. Os montantes de recursos que poderiam estar alavancando o crescimento da economia muitas vezes evadem do país para algum "paraíso fiscal" na forma mais comum da "lavagem de dinheiro", finalmente reconhecida como crime através da Lei 9.613/98. A auditoria tem