Farelo de soja: caracteristicas e produção
A soja, Glycine max (L.) Merrill, é uma leguminosa originária da China, onde é conhecida há mais de 5.000 anos. Em 1712, foi introduzida na Europa e, em 1804, chegou aos Estados Unidos, onde sua produção desenvolveu-se, a partir do início deste século, garantindo o primeiro lugar em produção a este país. No Brasil, o cultivo da soja é bem mais recente, sendo que, na década de 1960, seu desenvolvimento começou a tomar vulto e, atualmente, ocupa o segundo lugar na produção mundial (Faria Jr et al,2009). Esse rápido crescimento da cultura da soja se deve, principalmente, ao seu grande potencial de utilização na alimentação animal e humana (Antunes e Sgarbieri, 1980). O farelo de soja é o subproduto obtido após a extração do óleo do grão da soja para consumo humano, então, com o crescimento da indústria moageira, a pecuária brasileira passou a contar com um valioso subproduto, o farelo de soja para uso na alimentação animal. O farelo de soja é uma fonte protéica, que usualmente possui 45% de proteína bruta, menos de 7% de fibra bruta e é rico em aminoácidos essenciais, principalmente lisina e metionina, tornando-se assim a fonte proteica mais utilizada em todo o mundo, sendo um ótimo complemento ao milho para formar a base de uma ração, para aves, suínos e ruminantes.
2. CLASSIFICAÇÃO E COMPOSIÇÃO BROMATOLÓGICA
O farelo de soja é classificado como um alimento protéico, apresentando altos níveis de proteína de boa qualidade, energia e palatabilidade. Dependendo do processo de extração (solvente ou expeller) o farelo pode ter de 44 a 48% de proteína.
A composição e a qualidade dos farelos de soja comercializados podem sofrer variações dependendo principalmente da qualidade inicial do grão e do processamento utilizado, bem como do nível de inclusões de cascas.
Na Tabela 1, são apresentadas as composições bromatológicas de farelos de soja de diferentes fontes revisados na literatura. A principal variação está associada aos valores de proteína bruta,