Estudante
De uma forma geral, além do seu uso específico como termo de filosofia, fenômeno é a definição de qualquer evento observável. Os fenômenos constituem os dados em bruto da ciência e são frequentemente alterados pela tecnologia, por exemplo, o curso e caudal naturais de um rio podem ser alterados pela construção de uma barragem. Um fenômeno tem um significado específico na filosofia de Emmanuel Kant que contrastou o termo "Fenômeno" com "Nómeno" na "Crítica da Razão Pura". Os fenômenos constituem o mundo como nós o experimentamos ao contrário do mundo como existe independentemente de nossas experiências. Segundo Kant, os seres humanos não podem saber da essência das coisas-em-si, mas saber apenas das coisas segundo nossos esquemas mentais que nos permitem apreender a experiência — o termo "filosofia" na época de Kant seria hoje o equivalente aproximado do que chamamos de "ciência". A filosofia deve, portanto, preocupar-se em compreender o próprio processo da experiência. O conceito de fenômeno levou a uma tradição filosófica conhecida como fenomenologia. Algumas personalidades de destaque nesta tradição: Hegel, Husserl, Heidegger e Derrida. A percepção de Kant acerca dos fenômenos foi também interpretada como influenciadora no desenvolvimento de modelos psicodinâmicos da psicologia, e de teorias acerca do modo como o cérebro e a mente interagem com o mundo exterior.
RELIGIÃO
A Religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", "ligar novamente", ou simplesmente "religar") pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças.
A religião não é apenas um fenômeno individual, mas também um fenômeno social. A igreja, o povo escolhido (o povo judeu), o partido comunista, são exemplos de doutrinas que exigem não só uma fé