Estudante
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design/FAUeD
2º Exercício de Leitura Orientada
História da Arquitetura e da cidade no Brasil
Profa. Marília M. B. Teixeira Vale
REIS FILHO, Nestor Goulart. Quadro da Arquitetura no Brasil. São Paulo: Editora Perspectiva, 3ª. edição, 1976.
Camila Cristina Marçal Cardoso
Tema 1. A interdependência entre os modelos de arquitetura urbana utilizados no Brasil e as estruturas das cidades, isto é, a morfologia urbana, desde o período colonial até Brasília. No período colonial, as vilas e cidades brasileiras apresentavam ruas de aspecto uniforme, as residências eram construídas sobre o próprio alinhamento das vias publicas e as paredes laterais sobre os limites dos terrenos não havendo presença de jardins. As medidas dos lotes eram muito desproporcionais, sendo lotes muito compridos e com cerca de dez metros de frente. Quanto as ruas nesse período eram poucas as que tinham calçamento e os passeios ainda não eram conhecidos. A rua tinha o papel de unir os conjuntos de prédios e por eles era definida espacialmente. Os edifícios nessa época delimitavam o traçado urbano e a própria rua, uma vez que, devido o desconhecimento de equipamentos topográficos precisos, o traçado da rua era feito por meio de cordas e estacas e consequentemente não havia como estabelecer traçados rígidos sendo necessária a construção dos edifícios, estes feitos por mão de obra escrava. Tínhamos como principais tipos de habitação: o sobrado e a casa térrea. Os centros urbanos das cidades careciam de equipamentos adequados para fornecimento de água, serviço de esgoto, tudo isso era considerado fruto do uso das cidades baseado na escravidão. Pode-se afirmar, então, que a habitação urbana tradicional dialoga com o tipo de lote padronizado da época e este a um tipo de arquitetura também padronizada, no que se diz respeito à sua planta e às suas