Envelhecimento da população brasileira
O envelhecimento populacional é, hoje, um proeminente fenômeno mundial. Isto significa um crescimento mais elevado da população idosa com relação aos demais grupos etários. No caso brasileiro, pode ser exemplificado por um aumento da participação da população maior de 60 anos no total da população nacional de 4% em 1940 para 8% em 1996. Além disso, a proporção da população “mais idosa”, ou seja, há de 80 anos e mais, também está aumentando, alterando composição etária dentro do próprio grupo, isto é, a população considerada idosa também está envelhecendo. Isso leva a uma heterogeneidade do segmento populacional chamado idoso.
O crescimento relativamente mais elevado do contingente idoso é resultado dessuas mais altas taxas de crescimento, em face da alta fecundidade prevalecente no passado comparativamente à atual e à redução da mortalidade. Enquanto o envelhecimento populacional significa mudanças na estrutura etária, à queda da mortalidade é um processo que se inicia no momento do nascimento e altera avida do indivíduo, as estruturas familiares e a sociedade.
Apesar de os dois processos responsáveis pelo aumento da longevidade ter sido resultado de políticas e incentivos promovidos pela sociedade e pelo Estado e do progresso tecnológico, as suas consequências têm sido vistas, em geral, com preocupações por acarretarem pressões para transferência de recursos na sociedade, colocando desafios para o Estado, os setores produtivos e as famílias.
Por exemplo, em 1994 um documento do Banco Mundial afirmava que o aumentada expectativa de vida ao nascer e o declínio da fecundidade nos países em desenvolvimento estão provocando a “crise da velhice”. Esta é traduzida por uma pressão nos sistemas de previdência social a ponto de pôr em risco não somente segurança econômica dos idosos, mas também o próprio crescimento econômico
As próprias ciências sociais se sentem desafiadas no seu papel de buscar uma compreensão para essa transformação, bem como