Efeitos da crise
Em tempos de crise, cortar custo é palavra de ordem, porém, é necessário tomar alguns cuidados com relação aos cortes. Temos que avaliar muito bem o que será cortado, se é realmente necessário e quais os impactos futuros que tais cortes causarão.
Não podemos, simplesmente, diante do que vem acontecendo imaginar o pior, entretanto, não podemos ser otimistas demais. Citamos isso, pois no geral, hoje, nós consultores, identificamos dois pensamentos distintos no mercado; os que acreditam na crise como um fato IRREVERSÍVEL e DURADOURO e os que, simplesmente, IGNORAM a crise.
Nesse momento temos que aprender a “escolher os pensamentos e não reagir apavorados” ¹, ou seja, avaliar a situação com clareza. Nos dois casos acima a situação não está sendo avaliada com clareza e discernimento.
Só para termos uma idéia, algumas empresas criaram três planejamentos estratégicos para esse momento de crise; um visando o melhor cenário, outro visando um cenário intermediário e por último o pior cenário. Outras empresas com base na evolução do faturamento criaram até seis planejamentos. Isso reforça a posição de que não podemos ficar de braços cruzados.
Voltando um pouco a questão de “CORTE DE CUSTOS” devemos atentar-nos a alguns pontos que são fundamentais.
1 - É necessário cortar custos ou o “impulso” do mercado está no levando a isso sem que possamos “escolher os pensamentos”?
Toda atitude tomada gerará impactos no futuro, portanto é necessário avaliar se realmente o corte é necessário. Se o corte se mostrar inevitável, lembre-se de avaliar os dois pontos seguintes.
2 – Qual a diferença entre custo e investimento?
Muitas empresas na ânsia de reduzir custos nesse momento, ou seja, olhando a curto prazo, suspendem alguns investimentos imaginando que fizeram a melhor escolha. Se no momento da decisão foi avaliado apenas o valor, com certeza um grande erro está sendo cometido. É necessário antes de determinar o corte,