Dicotomia público/privado
A dicotomia público/privado se enfatiza na idéia de que aquilo que está dentro da esfera pública deve necessariamente estar fora da esfera privada e tudo que não se situar na esfera pública deve estar obrigatoriamente contido na esfera privada. Porém essas duas esferas se complementam, formam um dualismo que não se separa. Mas sempre a esfera pública será primeiramente definida, sempre buscando a coletividade, o bem comum da sociedade e depois o que não couber na esfera pública, residualmente fará parte da esfera privada.
No caso da sociedade brasileira, é uma sociedade com ideologias muito específicas e característica dos brasileiros. Quando tratamos de indivíduos, a sociedade brasileira preza um código burocrático, buscando a igualdade dos membros que compõem essa sociedade. Mas quando tratamos de pessoas o que se percebe é o famoso “jeitinho brasileiro”, onde as pessoas tem acesso a muitos serviços por meio do apadrinhamento, pela troca de favores, se constituindo esse acesso como elemento fundamental e não como uma exceção às regras, caracterizando assim uma dualidade nas relações da sociedade brasileira com o Estado.
As Leis foram criadas com foco no indivíduo como cidadão, como membro da sociedade brasileira, visando sempre a coletividade, o bem comum e a igualdade, mas na prática, a pessoa sempre leva vantagem, como por exemplo, com o já citado apadrinhamento, ferindo assim a igualdade teórica.
Infelizmente, o que se percebe no Brasil atualmente é o constante “jeitinho” para que a resolução de problemas, às vezes graves como saúde e justiça, que deveria ser um serviço distribuído igualmente para