Design na era do marketing
Apenas três séculos nos separam do surgimento do Design como uma ciência com seus próprios conhecimentos, métodos e técnicas.
O design na era do marketing é a expressão para todas as profundas modificações que se desenrolam nas esferas científica, artística e social, dos anos 50 até os dias atuais.
Ele é responsável pela avalanche de inovações tecnológicas, pela subversão dos meios de comunicação e da informática, com a crescente influência do universo virtual, e pelo desmedido apelo consumista que seduz o homem pós-moderno. Depois disso, o motor capitalista não parou mais. Moda, alimentos, veículos, bem-estar, se tornaram palavras utilizadas de forma natural na vida do homem, entre tantas outras que seria desnecessário citar. Então o design são as novas técnicas de comercialização que passaram a ser criadas e aperfeiçoadas. As empresas começaram a perceber a importância do papel do design na cadeia de produção. Este deixa de ter importância apenas visual e passa a ser multi sensorial, utilizando-se do apelo a todos os sentidos do ser humano e por meio deste potencializa vendas e, logo, a preferência do consumidor.
“O design é particularmente importante na fabricação e em marketing de equipamentos duráveis, roupas, serviços de varejos e bens embalados. [...]. Do ponto de vista da empresa, um produto com bom design seria de fácil fabricação e distribuição. Do ponto de vista do consumidor, um produto com bom design seria agradável de ser visto e fácil de abrir, instalar, usar, consertar e descartar.” (KOTLER, 1998, p.258).
O design agregado ao processo produtivo torna-se indispensável ao passo que suas vantagens são percebidas, e com o passar do tempo, funde-se ao processo naturalmente. É interessante lembrar também que, a propaganda, uma das ferramentas do marketing, trabalha e explora muito bem esse "querer" da humanidade, essa sede de possuir bens, status e estilos de vida.