Dadaismo
O Dadaísmo surgiu em meio à guerra, em 1916, quando houve um encontro de um grupo de refugiados (escritores e artistas plásticos) com o intuito de fazer algo significativo que chocasse a burguesia da época.
Os artistas desse período eram contra o capitalismo burguês e a guerra promovida com motivação capitalista. A intenção desta vanguarda é destruir os valores burgueses e a arte tradicional. Esse movimento foi o reflexo da perspectiva diante das consequências emocionais trazidas pela Primeira Guerra Mundial: o sentimento de revolta, de agressividade, de indignação, de instabilidade.
O Dadaísmo é considerado a radicalização das três vanguardas europeias anteriores: o Futurismo, o Expressionismo e o Cubismo.
Características principais do dadaísmo:
-elementos mecânicos;
-desejo de romper o limite entre as varias modalidades artísticas;
-irreverência artística;
-ênfase nos absurdos e nas coisas sem lógica;
-protesto contra a loucura da guerra, o capitalismo e o consumismo;
-caráter pessimista e irônico, principalmente em relação à política;
-incorporação de diversos materiais;
-utilização de diversas formas de expressão, como a fotografia, poesia, música sons, etc. na composição das obras de arte.
Na Literatura
A literatura tem como características: a agressividade verbalizada, a desordem das palavras, a incoerência, a banalização da rima, da lógica, do raciocínio. Faz uso do nonsense, ou seja, da falta de sentido da linguagem, as palavras são dispostas conforme surgem no pensamento, a fim de ridicularizar o tradicionalismo.
No Brasil o Dadaísmo tem referência através do escritor Mário de Andrade em seu livro Paulicéia desvairada, no qual há um poema chamado “Ode ao burguês”. Já no prefácio do livro, o autor recomenda que só devesse ler o referido poema os leitores que soubessem urrar. Veja um trecho do poema:
Ode ao burguês
“Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São