Cuidando da sua saúde
Antes do século XVIII, o hospital era essencialmente uma instituição de assistência aos pobres.
Instituição de assistência, como também de separação e exclusão. O pobre como pobre tem necessidade de assistência e, como doente, portador de doença e de possível contágio, é perigoso. Por estas razões, o hospital deve estar presente tanto para recolhê−lo, quanto para proteger os outros do perigo que ele encarna. O personagem ideal do hospital, até o século XVIII, não é o doente que é preciso curar, mas o pobre que está morrendo. E alguém que deve ser assistido material e espiritualmente, alguém a quem se deve dar os últimos cuidados e o último sacramento. Esta é a função essencial do hospital. Dizia−se correntemente, nesta época, que o hospital era um morredouro, um lugar onde morrer. E o pessoal hospitalar não era fundamentalmente destinado a realizar a cura do doente, mas a conseguir sua própria salvação.
Era um pessoal caritativo − religioso ou leigo − que estava no hospital para fazer uma obra de caridade que lhe assegurasse a salvação eterna. Assegurava−se, portanto, a salvação da alma do pobre no momento da morte e a salvação do pessoal hospitalar que cuidava dos pobres.
O hospital anteriormente era um espaço de caridade, um local de apoio para os menos favorecidos, recolhendo os enfermos e segregando-os do restante da sociedade, a fim de protegê-la dos perigos oferecidos pelos “doentes”.
A primeira grande mudança estrutural nos hospitais europeus pode ser realmente vista nas instituições militares, e hospitais marítimos. Os hospitais marítimos eram locais utilizados amplamente para o contrabando de mercadorias.