Comunicação e Sustentabilidade
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1. INTRODUÇÃO A sustentabilidade está diretamente associada aos processos que podem manter-se e melhorar ao longo do tempo (Grajew, 2013). O termo desenvolvimento sustentável acolhe um conjunto de paradigmas para o uso dos recursos que procuram atender as necessidades humanas. Este termo foi cunhado em 1987 no Relatório Brundtland, onde segundo a Organização das Nações Unidas (ONU, 1987), o desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que atende as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades. O desenvolvimento sustentável deve considerar a sustentabilidade ambiental, econômica e sociopolítica (TORRESI, 2010). A preocupação com o desenvolvimento sustentável representa a possibilidade de garantir transformações sociopolíticas que não comprometam os sistemas ecológicos sociais que sustentam as comunidades (JACOBI, 2003). A concepção de desenvolvimento sustentável surge para encarar a crise ecológica, sendo que, pelo menos, duas correntes alimentaram esse processo. A primeira tem relação com aquelas correntes que desde a economia inspiraram mudanças nas abordagens do desenvolvimento econômico, notadamente a partir dos anos 70. A segunda está relacionada com a crítica ambientalista ao modo de vida contemporâneo, que se propagou a partir da Conferência de Estocolmo em 1972, quando a questão ambiental ganha visibilidade pública (JACOBI, 1999). A comunicação, vista sob uma perspectiva ampla, tem um papel importante a desempenhar no processo de conscientização e de mobilização para a sustentabilidade (BUENO, 2009). As dinâmicas de informação e comunicação assumem grande importância como redes de expressão, produção e circulação de subjetividades (AVIZ, 2011). A comunicação competente pode contribuir para a consolidação do conceito de sustentabilidade, buscando eliminar equívocos como os que a associam a ações meramente pontuais ou que a reduzem à simples dimensão ambiental. A comunicação