Cartografia Escolar
Não há dúvidas de que a cartografia representa um importante recurso para o ensino de geografia, por possibilitar a representação de diferentes espaços. Trata-se, portanto de um importante meio de comunicação e informação geográfica, no qual o mapa sempre fio muito utilizado no Ensino de Geografia. Lunkes e Martins afirmam que o Ensino de Geografia deve ter como objetivo a formação de um indivíduo que saiba ler o espaço, que consiga analisar o sistema e as estruturas que produzem a sua organização, e sendo leitor eficiente de mapas, seja capaz de realizar estudos e pesquisas reorganizadoras e reconstrutoras do espaço.
Entretanto, o que se tem percebido é que os alunos concluem o ensino fundamental com enormes deficiências na leitura de mapas, o que revela que o objetivo supra citado não esteja sendo efetivamente alcançado. As razões para tal situação são inúmeras, todavia algumas situações são mais evidentes e diretamente relacionadas ao fato da escola não estar conseguindo alfabetizar cartograficamente seus alunos.
Segundo Lívia Oliveira (2010), o uso de mapas no ensino de geografia tem se restringido ao trabalho com contornos e localização em associação com o uso de mapas excessivamente simplificados, não havendo, portanto uma preocupação mais consistente com o trabalho de alfabetização cartográfica que proporcione as condições didáticas necessária para o aluno manipular o mapa. “Assim, o mapa é usado sem a preocupação de averiguar se a criança está em condições de realizar a sua interpretação” (OLIVEIRA, 2010, p. 27).
Outros autores apontam ainda que o ensino de cartografia nas salas de aula da Educação Básica, em geral, ocorre de modo fragmentado. Escalas, coordenadas geográficas, projeções são tratadas de forma desconexa e superficial.
Essa situação ocorre ainda porque, de modo geral, o ensino de Geografia, assenta-se numa prática tradicional, oriunda da concepção positivista de ensino, que se reflete em práticas meramente descritivas,