Brasil
A situação á compreensível. O conhecimento proveniente da vivência prática costuma passar por uma fase de experimentação aleatória, onde diversos procedimentos são experimentados, mesmo os mais absurdos. Com o passar do tempo, apenas as condutas que produzem bons resultados passam a ser consideradas como técnicas produtivas.
Evidentemente que fatores como a sugestão e outras variáveis de confusão não são controladas pelo processo popular de aquisição de conhecimento, mas o grande número de casos parece diluir os fatores de erro das conclusões. Na área especifica da alimentação de musculadores, as conclusões empíricas de atletas e técnicos do passado recente foram, na sua maioria, endossadas por experimentos científicos posteriormente realizados.
O problema que atualmente parece estar acontecendo, pelo menos em nosso meio, é que a atual geração de atletas age como se nada tivesse existido antes. Procedimentos que há vinte anos foram exaustivamente testados, embora empiricamente, e afastados por falta de resultados, estão voltando a ser considerados e novamente experimentados.
Muitas revistas técnicas, talvez por falta de assunto, costumam dar espaço para pessoas desinformadas que divulgam teorias absurdas. Seria ideal que todos que atuam na área da musculação tivessem contato com o conhecimento científico, proposta que a Federação Paulista e a NABBA BRASIL tentam realizar com os seus cursos, mas pelo menos seria desejável que atletas do presente procurassem conhecer o passado técnico da modalidade.
Com base no conhecimento cientifico atual, que justifica plenamente as condutas técnicas padronizadas e às vezes esquecidas, abordaremos