Banco de fomento
Os bancos de fomento são instituições financeiras não bancárias, regulamentadas pelo Banco Central do Brasil. Elas objetivam substituir a figura de banco de desenvolvimento, buscam reduzir a participação do estado no sistema financeiro. Os bancos de fomento podem realizar, na Unidade da Federação onde tenham sede, operações e atividades, observada a regulamentação aplicável em cada caso: financiamento de capitais fixo e de giro associado a projetos;prestação de garantias em operações compatíveis com o seu objeto social;prestação de serviços de consultoria e de agente financeiro; prestação de serviços de administrador de fundos de desenvolvimento, observado a legislação específica;aplicação de disponibilidades de caixa em títulos públicos federais, inclusive por meio de operações compromissadas; cessão de créditos; aquisição, direta ou indireta, inclusive por meio de fundos de investimento, de créditos oriundos de operações compatíveis com o seu objeto social; participação acionária, direta ou indireta, no País, em instituições não financeiras, observadas condições específicas swap para proteção de posições próprias;operações de crédito rural; financiamento para o desenvolvimento de empreendimentos de natureza profissional, comercial ou industrial, de pequeno porte, inclusive a pessoas físicas; operações específicas de câmbio autorizadas pelo Banco Central do Brasil.
No ano de 1952, nasceu o BNDE (Banco Nacional de desenvolvimento econômico), um banco de fomento com o objetivo financiar a longo prazo os empreendimentos que contribuam para o desenvolvimento do País. Criado pela Lei nº 1.628, de 20.06.52, sob a forma de autarquia, transformado em empresa pública pela Lei nº 5.662, de 21.06.71, geriu e executou o Programa de Reaparelhamento Econômico com o objetivo de criar uma infra-estrutura adequada ao desenvolvimento, transformando o BNDE em BNDES. A criação do BNDE foi precedida de um longo período de estudos sobre os problemas e as