Atenção às nossas crianças
Karla Fonseca
Mais um ano está chegando ao fim, 2011 se despede e 2012 nos dá as boas vindas. Não é simplesmente um novo ano se aproximando, mas fatos marcantes nos acercam, novas possibilidades se abrem, enquanto ciclos se fecham. Com o mês de janeiro cada vez mais próximo, pode-se dizer que o primeiro ano do Brasil com uma mulher no comando também já se fechou, que a Copa do Mundo está cada vez mais perto e que com isso, a polícia carioca invade cada vez mais favelas e as “pacifica”, que após anos de debate, o novo código florestal entra em vigor e estamos cada vez mais próximos de construir Belo Monte, a polêmica terceira maior hidrelétrica do mundo. Sim, o Brasil está em rankings mundiais e não é mais considerado de terceiro mundo, está “em desenvolvimento”. Agora, além de ter voz, presencia discussões importantes, é sede de eventos enormes. O Estado está se tornando cada vez mais notável e respeitado, por que não? Além de estar inserido em bons conjuntos que significam expansão, crescimento e conquistas, nossa nação também se insere no triste contexto dos países assolados pela violência infantil.
De acordo com a UNICEF, atualmente, 40,16% da população brasileira tem de 0 a 19 anos. Apesar dos números grandes e do dado significativo, o país integra o grupo das nações que não possuem estatísticas confiáveis relacionadas ao fenômeno da violência doméstica contra as crianças e os jovens, ao lado de países como Equador, Bangladesh, Paquistão e Tunísia. Os dados são desordenados, fragmentários.
Entretanto, existem muitas evidências históricas de que o abuso sexual de crianças sempre existiu, em vários aspectos, ele sempre esteve presente em todas as gerações e culturas. Contudo, foi recentemente que as atenções, de intelectuais, principalmente, se voltaram para esse tema. Uma possível explicação pode ser os crescentes movimentos pelos direitos das crianças que se intensificou juntamente com os movimentos pelos direitos das