AS RELAÇÕES AFETIVAS NA ESCOLA E SUAS REPERCUSSÕES NA APRENDIZAGEM
Quando se fala em afetividade o primeiro sentimento que vem, normalmente, é o de algo positivo, acolhedor e caloroso. Wallon, no entanto, relaciona o termo afetividade com a capacidade do ser humano de ser afetado, tanto pelo mundo externo como pelo seu mundo interno, com sensações ligadas a tonalidades agradáveis ou desagradáveis.
Assim podemos dizer que a afetividade compreende nossos estados de ânimo ou humor, nossos sentimentos, emoções, paixões. Ela vai determinar nossa atitude diante das diversas experiências pelas quais passamos no nosso dia a dia, se somos motivados ou inibidos por elas, se ficamos eufóricos e entusiasmados ou indiferentes e deprimidos.
O adulto possui maiores recursos para lidar com seus afetos, observa e reflete antes de agir (na maioria das vezes), sabe como e onde se expressar, tem uma maior capacidade de representação simbólica. Já a criança e o adolescente não têm a mesma capacidade, pois é algo que se desenvolve ao longo da vida e, muitas vezes, simplesmente reage, sem refletir. É afetado por algo que nem sempre consegue nomear e que não sabe lidar.
E qual a relação entre a afetividade e a processo de ensino-aprendizagem?
Para que esse processo ocorra são necessários dois personagens. Um que deseje ensinar e outro que deseje aprender. Como Alicia Fernández diz, não aprendemos de qualquer um, mas daquele em quem confiamos e a quem damos o direito de nos ensinar.
Na relação professor-aluno muitas questões estão envolvidas e afetam a ambos: as intenções, os valores, as crenças, os desejos e sentimentos. Se forem afetados positivamente podemos pensar que a disponibilidade e a motivação para o ensino e para a aprendizagem serão maiores, tornando o processo mais fácil.
Sendo o professor o adulto dessa relação, cabe a ele o papel de perceber de que forma está sendo afetado pelo aluno e como o está afetando. É aquele que consegue perceber também de que