Arte Contemporanea
Ainda que a Europa tenha sido o centro reconhecido da arte contemporânea na primeira metade do século XX, hoje a maioria dos críticos concorda que após a
Segunda Guerra Mundial (1939-1945), houve um deslocamento para os
Estados Unidos. Este período de tempo – de aproximadamente 1942 até aos nossos dias, é caracterizado por uma grande complexidade e heterogeneidade artísticas e estéticas, com características cada vez mais individualistas e experimentalistas. Podemos distinguir dois grande períodos:
O primeiro definido entre 1942 e os anos 60, é definido por movimentos situados entre o Abstraccionismo, o nítido recorte figurativo e ainda a mistura destas duas expressões em formas de arte efémera, de tipo conceptual, centrado por isso na ideia. Estes movimentos são também designados como as “vanguardas do pós-guerra” ou “segundas vanguardas artísticas”.
O segundo período situa-se após 1965 e engloba as “últimas vanguardas” – O Abstraccionismo geométrico, o Hiper-Realismo e a
Body Art, Land Art, a Arte Pobre, a Instalação e a Performance com raiz no Happening.
Segundas Vanguardas (Décadas 40 e 50)
A arte deste tempo desenvolveu-se em diversos centros europeus (França,
Inglaterra, Itália e Espanha), nos Estados Unidos, sendo Nova Iorque o maior centro de produção artística deste período, e no Japão.
A emergência dos EUA para a Arte deveu-se primeiro à exposição aí realizada em 1913, Armory Show, que ajudou a estabelecer o primeiro contacto entre os artistas europeus e americanos.
Mais tarde durante a 2ª guerra mundial deu-se a emigração de muitos artistas europeus famosos para os Estados Unidos, entre eles Max
Ernst, Hans Hoffmann, André Masson ou Piet Mondrian. Estes contactos e confrontos de criações artísticas serviram de catalisadores e fizeram florescer na América movimentos artísticos autónomos e inovadores, nos quais a originalidade e a