Arquetipo do visionario
Imagem: Walt Disney, um protótipo perfeito do arquétipo visionário.
O cérebro do homem é o útero do mundo. Não existe realização humana que não tenha sido engendrada nessa maravilhosa incubadora natural que Deus colocou dentro de nossa cabeça.
A imaginação é a semente de toda realização. Alimentada pelos adubos da cora-gem, regada pelas águas da determinação, podada e protegida contra as pragas do desânimo, da preguiça, do medo e da irresponsabilidade, ela cresce e produz os frutos do sucesso, na medida certa e desejada por nós.
Por isso, jamais devemos temer as nossas visões internas. Ao contrário, devemos dar a elas a chance de se tornarem verdadeiros projetos.
O responsável pelas nossas grandes ideias é o que nós chamamos de Arquétipo Visionário. Todos os insighs, as iluminações, as ‘eurekas” que fazem os gênios e os homens de sucesso são inspiradas por esse arquétipo.
O Arquétipo Visionário tem duas facetas igualmente importantes e complementa-res: a mente inconsciente e a mente consciente. Enquanto a mente inconsciente gera, a mente consciente organiza, revisa e transforma a ideia num plano exequível e prático. Uma não realiza nada sem a outra. Por isso a razão deve andar de braços dados com a imaginação.
Todos os planos, as arquiteturas mentais, os raciocínios ― o manancial da inteli-gência humana― de início, são projeções da mente inconsciente. Isso quer dizer que quimeras, fantasias, sonhos, são feitos da mesma matéria prima que os produtos da nossa mente consciente. Para a mente inconsciente as coisas que imaginamos são tão reais quanto as vivências externas que o organismo experimenta diariamente. Ela simplesmente não distingue se são fantasias ou acontecimentos reais. Afinal de contas, são os mesmos neurônios que processam umas e outras. Por isso, o que acontece dentro de nós é tão importante quanto o que se passa na vida real, pois é no interior da mente que a nossa vida é planejada e não nas batalhas que