Altas Habilidades nas escolas
Portadores de altas habilidades/superdotados são aqueles indivíduos que apresentam um grau elevado de habilidade em alguma(s) categoria(s), se comparado com a maioria das outras pessoas. Com frequência, os superdotados demonstram uma acelerada e fácil aprendizagem, são extremamente criativos, se interessam muito por um tema, ou seja, são curiosos, possuem um alto senso crítico e uma capacidade considerável de estudar e resolver problemas. Para desenvolver ainda mais tais potenciais, essas pessoas precisam de um acompanhamento especifico (de acordo com a sua habilidade), bem como um ambiente propício na escola.
Nesse sentido, no Brasil, a primeira pessoa a comentar a temática foi a psicóloga e educadora russa, Helena Antipoff, em 1929. Ela já considerava a necessidade de que as pessoas com altas habilidades precisavam de um atendimento próprio, para que suas habilidades estivessem sempre em desenvolvimento. Posteriormente, em 1945, esta psicóloga cria o primeiro atendimento educacional especializado aos superdotados (na época eles eram chamados de “bem-dotados”), inserido na Sociedade Pestalozzi do Rio de Janeiro (ANTIPOFF & CAMPOS, 2010).
Acerca deste contexto, este trabalho pretende explorar um pouco da temática sobre altas habilidades/superdotação. Para isso, foram consideradas perspectivas como critérios e diagnósticos, políticas públicas, questões sócio emocionais, educação inclusiva e mitos que perpassam a superdotação.
2. Altas habilidades/Superdotação e seus critérios de diagnósticos
No Brasil, a perspectiva adotada oficialmente, pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC), alega que podem ser consideradas crianças superdotadas aquelas que apresentarem notável desempenho e/ou elevada potencialidade, de maneira isolada ou combinada, dos seguintes aspectos: capacidade intelectual superior, aptidão acadêmica específica, pensamento criador ou produtivo, capacidade de liderança, talento especial para artes visuais, artes dramáticas e