Algodão colorido
O algodão colorido, ao contrário do que muitos imaginam, já existe a muitos anos. Ele é tão antigo quanto o algodão branco, estudos levam a sua existência desde 4500 a.C.. Porém a estrutura de suas fibras se apresenta curta e fraca demais para que possa passar pelo processo de fabricação de fios e tecidos.
Hoje podemos contar com o algodão colorido, pois através de pesquisas de melhoramento, a EMBRAPA Algodão conseguiu através de modificações genéticas da planta a melhoria das características fracas da fibra.
2. Pesquisa
No início, a equipe de pesquisadores colheu vários tipos de sementes de plantas selvagens de algodão colorido, encontradas no interior do nordeste brasileiro, sementes de espécies internacionais também foram usadas, formando-se assim o banco de sementes ou banco germoplasma.
3. Mudança genética
A planta do algodão tem órgãos masculinos e femininos, ou seja, macho e fêmea na mesma flor. Por isso diz-se que ela é hermafrodita. Um dia antes da flor abrir, é retirado, com ajuda de uma tesoura, tudo que é masculino ou macho na flor do algodão, sobrando apenas a parte feminina ou fêmea. Colhe-se então a flor macho de outra planta que é levada para se juntar a fêmea do primeiro algodão e assim realiza-se o cruzamento.
Essas flores cruzadas se transformaram em frutos e, dentro dos frutos, cresceram sementes. As sementes resultantes desses cruzamentos são plantadas, avaliadas e selecionadas para dar origem às plantas de algodão colorido geneticamente modificadas que conhecemos.
4. Banco de sementes
O banco de sementes é uma reserva de para garantir a continuação dos trabalhos da pesquisa ao longo dos anos. As sementes colhidas de diferentes locais onde existe algodão silvestre ou que já é plantado pelo homem, são identificadas e arquivadas.
5. Importância
Não há necessidade de tingimento de fios ou tecidos fabricados com algodão colorido e é nesse ponto que encontramos sua importância. O processo de tingimento usa