abacaxi introduçaõ
O Brasil produziu cerca de 3,1milhões de toneladas de abacaxi no ano de 2001, sendo o segundo maior produtor mundial. As principais regiões produtoras são a Sudeste e a Nordeste. Em 2007 o Pará foi o primeiro produtor nacional de abacaxi com uma produção anual de 411.951 mil frutos e uma área plantada de cerca de 15,5 mil hectares. Em 2008 a área plantada em todos os principais estados produtores foi reduzida, o que fez com que o Pará passasse a ocupar o terceiro lugar no ranking nacional. Até hoje o município de Floresta do Araguaia se destaca como principal produtor estadual, seguindo de Conceição do Araguaia, Salvaterra e Santarém (IBGE 2010).
As cascas, talos, coroas e cilindros do abacaxi são considerados rejeitos pela indústria de polpa de frutas, e destacam-se por seus elevados teores de açúcares, fibras e por um razoável conteúdo proteico. A porção comestível representa de 22,5% a 35% do fruto; o restante geralmente é descartado após o processamento industrial (Rogério et AL., 2004). Esse montante de resíduo descartado constitui fonte de substancias nutritiva potencialmente utilizável para suplementação em dietas alimentares. Na avaliação da composição centesimal da casca de abacaxi, Santos et. al. (2010) destacam valores médios de 0,3% de lipídios, teor de proteínas de 1,08% e teor de fibras de 2,06%. Segundo os autores, estes índices tornam esse subproduto bastante atrativo para a alimentação humana, podendo ser utilizado, por exemplo, como auxiliar no fornecimento de aminoácidos essenciais, dado seu teor de proteínas,