O que é história cultural?
Cap 5. Da representação à construção Há um deslocamento da história cultural para a história cultural da sociedade e para construção da realidade criada, onde a linguagem já não é tanto o reflexo o objeto e as histórias têm uma variedade tão diversa quanto os pontos de vista escolhidos: vista de baixo a visão dos colonizados a visão dos derrotados classes subalternas das mulheres etc. É a invenção da realidade e o fim do determinismo. E sobre as variáveis desse construtivismo pode-se ver: a) A reutilização de Michel de Certeau que estudou as práticas das pessoas comuns, sua criatividade e sua inventividade nas apropriações como táticas de manobras no consumo das ideias e objetos ; b) A invenção da invenção como sendo a construção - imaginação, mas, se Foucault e Certeau estão certos sobre construção cultural, então toda história é cultural e tudo seria uma invenção: nações, regiões, etc; c) as novas construções: o passado, segundo White, seria uma construção de enredo dada a visão do historiador: classe, gênero, casta, tribo e até etnia aparecem como termos cada vez mais flexível e negociável.
À exemplo do termo classe é cada vez menos uma categoria objetiva e torna-se um construto cultural, histórico ou discursivo. Como gênero: masculino e feminino são visões diferentes a depender do grupo e as distinções de masculinidade e feminilidade como modificadas historicamente; d) outra variável do construtivismo a construção das comunidades que tem seu marco, com o livro Comunidades Imaginadas de Benedict Anderson e estuda a influência da cultura na política, a chamada cultura do nacionalismo e da imaginação para as novas comunidades. Também há o conceito de invenção da tradição de Hobsbawm que afirma ser muitas tradições, dita como antigas e são recentes e inventadas (caso da Inglaterra e seus rituais reais). Embora não