José Murilo de Carvalho,no artigo em questão,analisa a valorização,por parte dos brasileiros,das riquezas naturais encontradas em seu território.Seu objetivo central é entender como tal valorização influencia a auto imagem dos brasileiros e sua visão como parte integrante da sociedade brasileira. Mais do que isso: como essa representação específica mantém vitalidade. O autor analisa fatos históricos como a literatura da época do descobrimento e de séculos posteriores e como nestas predominavam textos ufanistas que tinham como foco as belezas naturais brasileiras.Apesar do embate entre a visão ufanista sobre o Brasil e a visão negativa dos europeus(baseada no conceito de ‘zona tórrida’ de Aristóteles)manteve-se a visão edênica em questão. Carvalho também trata da Educação durante o Estado novo e a Ditadura Militar e tem como diagnóstico uma valorização de heróis e feitos e menos de diversidade natural – sem sentido. Além disso, essa passagem é de pouca importância para a estruturação do argumento.Sendo assim,o autor usa de dados de pesquisas para entender como o motivo endênico permanece em nossa cultura.E então se inicia perguntas como ‘’Você tem orgulho de ser brasileiro?’’ e o autor acha uma reposta que expressa uma satisfação gigantesca.Desconfiando de certo ritualismo,o autor aprofunda as questões e debate os motivos de tal orgulho e como a resposta muda de acordo com o grau de escolaridade,a idade dos pesquisados,etc.Como motivo principal do orgulho de ser brasileiro temos as Riquezas Naturais e consequentemente uma desvalorização das ações e feitos realizados pelo homem – argumento do autor está aqui. Desenvolver.. Aprofundando a questão da permanência do motivo edênico ,teremos a ‘Razão Satânica’.Esta é basicamente uma falta de sentimento cívico,ou seja,a permanência do motivo edênico é atribuida a ausência de outros motivos de orgulho (termos do “ou seja” trazem elementos diferentes. O segundo é